Feminista não! apenas mulher; por Jonatielen Silva - Guia Ponto Novo

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Feminista não! apenas mulher; por Jonatielen Silva

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Escritora do Blog Vida em Palavras
Por Jonatielen Silva

Somos convidados todos os dias a nos inspirar em reflexos masculinos que fizeram "histórias''. Suas jogadas de mestres e suas formas de governar uma nação nos dão uma falsa ideia de heroísmo, o que vem a gerar em nós algumas interrogações.


No dia 8 de março de 1853 os primeiros gritos foram dados por 129 operárias que morreram carbonizadas dentro da fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company em Nova York. O motivo real do "acidente" seria pelo fato de elas estarem exigindo melhorias trabalhistas (redução de carga horária, direito à igualdade no mercado de trabalho, salários igualitários), o que causaria um impacto internacional. Os primeiros passos para uma nova construção social foram dados, e aos olhos da sociedade burguesa erguida por homens ricos e autoritários os seus "negócios" estavam ameaçados. Os questionamentos levantados pelas mulheres e que rodeavam o corpo social eram pertinentes e causavam inquietudes ("mulher pode ganhar o mesmo valor que um homem?", "mulher pode ser médica?", "mulher pode ser engenheira?", "mulher pode estar na política?", "mulher pode ser uma CEO?") abriram as portas para a garantia de direitos e reconhecimento de classes que carregaram as suas nações nos ombros, mãos e braços; pagando preços altos, reivindicando lugares que deveriam pertencer a todos.


Incontáveis movimentos sociais tão pouco falados, realizados no decorrer dos últimos 33 anos por inúmeras mulheres, garantiram para a presente sodalício os atuais direitos reconhecidos nacionalmente pela Constituição Federal de 1988, declarando a igualdade entre homens e mulheres, estabelecido no artigo 5º. Aqueles gritos fracos, pouco ouvidos e silenciados ganhavam espaço dentro de uma história que já pertencia a elas.

Há pouco tempo houve uma grande repercussão no qual um plano de saúde exigia que o parceiro permitisse a inserção de DIU na esposa. Para muitos não teria porquê lutar ou se revoltar por uma causa tão simples em meio a uma das maiores crises de todas as políticas públicas, mas para uma das classes que mais brigou por liberdade, ignorar tal fato seria sinônimo de retrocesso e invalidaria as leis civis que garantem igualdade para todos.

Valentina Vladimirovna Tereshkova é a primeira mulher a ir ao espaço, em 1963, aos 26 anos de idade.
Com os olhos no passado podemos ver Valentina Tereshkova, a primeira mulher a ter ido ao espaço no dia 16 de junho de 1963, desbravando um novo mundo onde sofreu sérios preconceitos pelo fato de ser mulher; em sua mesma direção podemos sorrir com a Margaret Heafield Hamilton que é uma cientista da computação, engenheira de software e empresária estadunidense. Foi diretora da Divisão de Software no Laboratório de Instrumentação do MIT, que desenvolveu o programa de voo usado no projeto Apollo 11, a primeira missão tripulada à Lua.

Elas estão em todas as partes, Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks, foi uma ativista negra norte-americana, símbolo do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Elas passaram pelo tempo escrevendo histórias que pertenceriam a milhares de mulheres como elas: cheias de talentos, corajosas e determinadas sobre tudo o que elas queriam ser. Atravessaram décadas como a Yoani María Sánchez Cordero, para nos dizer que mesmo que o tempo tente apagar os artigos que serão escritos pelas nossas mãos, ainda existirão meninas que se inspirem em cada um deles; e mesmo que a sociedade tente esconder as nossas forças dentro dela ou no espaço, a constelação resplandecerá a nossa existência.

Lutaremos! por cada espaço que já é nosso por direito e desbravaremos terras desconhecidas com a finalidade de proporcionar à próxima geração de mulheres, muito mais respeito e visibilidade sobre as suas conquistas. Porque lugar de mulher é onde ela quiser!

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4 comentários:

  1. Gostei bastante do conteúdo do texto. Parabéns ao guia por ter a Tielen como colunista. Entretanto, não entendi a negação do feminismo no título, já que o conteúdo sequer contém as palavras "feminismo" ou "feministas". Do meu ponto de vista: feminismo sim. Necessário ainda apesar de tantos avanços que a luta das mulheres já proporcionou. No mais, parabéns. Postem mais conteúdos assim.

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  2. Olá! ótima colocação. Estamos introduzidos dentro de sociedades que infelizmente interpretam e dão resinificados opostos a esses dois termos colocados por você, para inúmeras pessoas o feminismo é encachado em vidas de mulheres que conseguiram fazer historia dentro de sistemas construídos por homens, dificultando totalmente as nossas vidas; careira profissional, pessoal, acadêmica enfim em diversas áreas. Ao falar sobre todos esses exemplos maravilhosos citados dentro do texto automaticamente as entrelinhas grita em auto e bom som essas duas palavrinhas ( feminismos e feminista ) para os leitores, dando a entender que a autora é feminista, o TEMA, é só foi uma expressão gritante em renegação a interpretação do leitor.

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  3. Como mulher, me renego aceitar alguns critérios colocados pelo feminismo, tenho ciência sobre o nosso papel sobre as sociedades, lutarei para garantir cada direito posto na constituição federal porem segurei compreendendo sobre a importância de compartilhar e ser livre de rótulos.

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  4. Obrigada pela sua colocação, espero conversar com você mais vezes, fazendo minha ultima contribuição as minhas obras literárias são livres para qualquer interpretação, elas são produzidas para vocês.

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