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Juazeiro: Abandono e impotência: O drama dos profissionais da música do Vale do São Francisco dois meses após proibição de shows

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Trapalhadas na comunicação e desprezo por parte do Governo do Estado multiplicam a angústia de quem depende da música na região para sobreviver



A situação dos profissionais ligados à música no estado da Bahia, que já era inquietante desde a edição do decreto nº 19.586, publicado no dia 4 de dezembro no Diário Oficial do Estado (DOE), proibindo shows independente do número de pessoas, tornou-se insustentável, especialmente em Juazeiro, cidade referência em apresentações culturais de pequeno, médio e grande porte no Sertão do São Francisco.

À época, o governador Rui Costa (PT) ameaçou usar o poder da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA) para coibir donos de estabelecimentos que divulgassem e/ou promovessem shows musicais de qualquer espécie para o público, fazendo empresários do ramo recuarem e suspenderem toda a agenda de shows do mês de dezembro do ano passado.






Dias depois, um grupo de músicos protestou nas ruas da cidade reivindicando a flexibilização do decreto. A ação resultou em matérias e entrevistas, com destaque a que foi ar no quadro 'BA AGORA' do Bahia Meio Dia, jornal diário da TV São Francisco, afiliada à Rede Globo.



Dois meses exatos se passaram entre publicação e renovações, as aglomerações não foram combatidas pelo governo, o fluxo de pessoas em todo o comércio local segue normal, porém os músicos continuam ainda impedidos de trabalhar e não há mais auxílio disponibilizado pelo Governo Federal.

O Governo do Estado afirmou ao Portal Preto no Branco que a Prefeitura de Juazeiro tem autonomia para liberar apresentações de voz e violão na cidade. Mas a declaração só foi dada no último dia 30 de janeiro, 57 dias após a primeira publicação do decreto, apenas para a imprensa, não autorizando o município oficialmente, causando ainda mais revolta na classe.




Representantes que se empenharam na realização do primeiro e único protesto nas ruas, lutam junto à prefeitura municipal para resolverem o problema pelas vias burocráticas, mas a sensação de impotência, a aflição de quem depende da atividade para a sobrevivência própria e de familiares só aumenta e o desespero é quase sempre o resultado final de quem não encontra saída. 

Até quando os artistas serão invisíveis aos olhos do Estado? Até quando profissionais que levam alegria, entretenimento, paz aos corações das pessoas serão ridicularizados pelo poder público? Conseguirão esperar pacificamente, sem auxílio, enquanto as dívidas se multiplicam e, em casos mais extremos, falte comida na mesa?


Pelo que sem tem visto ultimamente, as respostas para essas questões logo aparecerão. A luta e torcida é para que essas respostas não causem ainda mais dor às pessoas envolvidas.



Redação: Guia Ponto Novo


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