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Cerveja pode aumentar os riscos de contrair Covid-19, diz estudo

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‘Pode beber depois da vacina?’, essa foi a pergunta mais feita no Google pelos brasileiros em 2021. Um estudo desenvolvido pelo Shenzhen Kangning Hospital, na China, trouxe uma informação próxima à essa curiosidade.

Os cientistas chineses analisara os diferentes tipos de bebidas alcoólicas e se elas poderiam ajudar nos riscos de contrair a covid. O resultado foi que pessoas que bebem cidra ou cerveja, se mostraram com mais chance de contrair a Covid-19. O estudo traz uma comparação com outras bebidas e mostra diferenças no que se refere ao consumo do vinho.

O estudo analisou dados de 473.957 pessoas do UK Biobank Study — um projeto de pesquisa que coleta informações sobre saúde e estilo de vida de quase 500.000 participantes no Reino Unido desde 2006. Eles investigaram a associação do álcool com a covid, observando o impacto na infecção e na mortalidade.

Os pesquisadores verificaram que as pessoas que bebem cerveja apresentaram de 7% a 28% maior risco de contrair covid-19, independentemente da quantidade que consumiram, em comparação com os não bebedores.

Ou seja, o consumo de cerveja, independentemente da frequência e quantidade de ingestão de álcool foi associado ao aumento do risco de contrair a covid-19.

Segundo os pesquisadores o maior risco de covid não está no grau de álcool presente nas bebidas, mas sim no teor de polifenóis, que têm propriedades antioxidantes. A cerveja não apresenta esse composto.

Os pesquisadores explicam ainda que não levaram em consideração os ingredientes e a concentração de polifenóis (estrutura química comum, que atuam como antioxidantes) dos subtipos de bebidas alcoólicas, sendo necessário um estudo com mais detalhes sobre os ingredientes e a concentração de polifenóis no futuro.

Em artigo publicado repercutindo o estudo, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) salientou que algumas variáveis precisam ser consideradas nessa análise. “Os riscos de infecção por Covid-19 estão associados a muitos fatores, como o nível de isolamento social, a saúde geral, e a vacinação, que não foram considerados na pesquisa”, afirma o artigo.

Ele também lembra que “outra limitação importante diz respeito aos padrões de consumo ligados aos diferentes tipos de bebida. Culturalmente, o consumo de vinho costuma estar associado às refeições ou ao consumo dentro de casa, enquanto os destilados e a cerveja ao consumo em bares, festas e outros locais externos, com maior número de pessoas”.

O Cisa é uma organização não governamental criada em 2004 e qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Entre os apoiadores da ONG estão o Instituto Compartilhar, a Sociedade de Pediatria de São Paulo – por meio do Grupo de Trabalho sobre os Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido, a AmBev e a Heineken.

Fonte: istoedinheiro


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