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Bahia: Anvisa autoriza testes de 3ª dose da vacina Astrazeneca contra variante Beta no estado

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Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters
A Astrazeneca recebeu autorização da Anvisa para realizar testes para analisar a possibilidade de uma terceira dose de vacina nas pessoas já imunizadas contra a Covid-19. O objetivo é testar a eficácia contra variantes. A Bahia será um dos locais onde o estudo será conduzido.

Anvisa autorizou a realização dois ensaios clínicos com candidatas a vacinas contra Covid-19 no Brasil, nesta quarta-feira (14). Na semana passada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária havia aprovado a condução de testes de outra vacina, da farmacêutica Sanofi Pasteu, que também inclui a Bahia. As Obras Socias Irmãs Dulce (Osid) serão parceiras no estudo aprovado na semana passada e que vai contar com 37 voluntários baianos.

A Astrazeneca já tem uma vacina aprovada e utilizada no país, que foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e que no Brasil é produzida pela Fiocruz. O imunizante anti-Covid recém-autorizado que será testado na Bahia será o AZD2816. A tecnologia dessa nova candidata a vacina da Astrazeneca é a de vetor de adenovírus recombinante, a mesma utilizada na vacina anterior (AZD1222), já utilizada no país.

De acordo com a Anvisa, o imunizante com testes autorizados ontem é uma nova versão do que já está disponível no Brasil, mas com uma modificação para fornecer imunidade contra a variante Beta, identificada inicialmente na África do Sul.

A Astrazeneca vai patrocipar o ensaio enquanto a vacina será fabricada pela empresa Symbiosis Pharmaceutical Services sediada no Reino Unido, informou a Anvisa.

Na resolução que autoriza os testes, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (14), a Agência descreve que o novo estudo da Astrazeneca será de fase II e III.

Vão participar voluntários com 18 anos ou mais, já vacinados e também aqueles ainda não vacinados. O objetivo é determinar a segurança e a capacidade de provocar resposta imune (imunogenicidade) da candidata à vacina AZD2816, quando administrada como uma dose única a indivíduos com teste negativo para SARS-CoV-2 e que já receberam duas doses contra a Covid-19 do imunizante da mesma fabricante, ou uma vacina com tecnologia de mRNA. Uma das exigências do estudo é de que a segunda dose, em todos os casos, tenha sido administrada pelo menos três meses antes da primeira administração da intervenção do estudo.

A resolução da Anvisa indica que vão participar do ensaio 2.475 pessoas no Brasil e mais três países (Reino Unido, África do Sul e Polônia). Em relação aos brasileiros, serão 800 voluntários.

Além da Bahia, a pesquisa vai ser realizada também no Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Fonte: Bahia Notícias

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